Revista Comunicação Pública

Call For Papers

O call for papers encontra-se permanentemente aberto. Aceitam-se artigos em Inglês, Espanhol ou Português. As colaborações propostas à Comunicação Pública devem ser enviadas em Microsoft Word e conter um resumo (máximo de 900 caracteres), 5 palavras-chave na língua em que estão escritos e também em Inglês (no caso de o artigo não estar escrito nesta língua) e os dados de identificação do autor (instituição, categoria, elementos de contacto e área de especialização). Os textos completos dos artigos, com bibliografias, anexos e referências não devem exceder 50.000 caracteres, incluindo espaços, notas, bibliografia, quadros, imagens, etc.; os estudos, as notas e as recensões individuais não deverão ultrapassar os 10.000 caracteres.

Para mais informações, consultar as Normas de Publicação e o Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública.

Os autores individuais ou coletivos dos artigos publicados renunciam aos seus direitos de autor a favor da Comunicação Pública.


Call for papers para a Comunicação Pública n.º 29 (dezembro de 2020)

Dossiê temático: COMUNICAR A SAÚDE – FUNDAMENTOS E PRÁTICAS PARA UMA MELHOR SAÚDE
Editores: Célia Belim (ISCSP-Universidade de Lisboa, CAPP) e Cristina Vaz de Almeida (CAPP-ISCSP-Universidade de Lisboa; ISPA)
Línguas: Português; Inglês; Espanhol
Data limite para a submissão de artigos: 15 de julho de 2020

O dossiê “Comunicar a saúde – fundamentos e práticas para uma melhor saúde” destina-se a abordar a comunicação no contexto da saúde, explorando a codificação, transmissão, promoção e receção de conteúdos em saúde que visem atingir melhores resultados em saúde e contribuir para indivíduos e sociedades mais saudáveis.
A literatura tende a enfatizar a comunicação como um catalisador de resultados (Levinson, Roter & Mullooly, 1997; Ong, Haes, Hoos & Lammes, 1995, p. 903; Stewart 1995), como uma ponte efetiva para a construção da relação terapêutica (Longnecker, 2010) e como uma alavanca, no contexto mediático, para a disseminação massiva de mensagens com baixo custo (Wakefield, Loken & Hornik (2014).
A comunicação é assumida como a “necessidade da hora” (Ranjan, Kumari & Chakrawarty, 2015, p. 1) e a “chave para um amanhã mais saudável” (Ratzan, 1994), possibilitando respostas para enfrentar e resolver problemas ao nível da comunicação no contexto da saúde: a) os europeus têm baixos níveis de literacia em saúde (HLS-EU, 2012). Mais de um terço dos adultos dos Estados Unidos da América (EUA) (77 milhões de pessoas) terá dificuldades com tarefas comuns de saúde, como seguir as instruções de uma bula de medicamentos. O conhecimento limitado em saúde afeta adultos americanos em todos os grupos étnicos (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, 2003); b) na prática médica atual, a comunicação humana é frequentemente mal utilizada (Kreps, 1996, p. 43); c) os enfermeiros, por exemplo, superestimam a literacia em saúde dos seus pacientes (Johnson, 2014, p. 43) e esta sobrestimação pode contribuir para o problema generalizado de maus resultados na saúde e taxas de readmissão hospitalar (Dickens, Lambert, Cromwell & Piano, 2013); d) mesmo em encontros clínicos não estressantes, os pacientes ainda relutam em admitir qualquer falta de compreensão e sentem-se compelidos a seguir as recomendações como entendem, em vez de pedir esclarecimentos (e.g. Baker et al., 1996; Dickens et al., 2013; Martin et al., 2011; Parikh, Parker, Nursers, Baker & Williams, 1996); e) os estudos sobre comunicação / interação e literacia em saúde são limitados (e.g. Ishikawa & Kiuchi, 2010); f) há a recomendação para incluir formação em competências de comunicação no currículo e na prática médicos (Ranjan, Kumari & Chakrawarty, 2015); g) as ferramentas de literacia em saúde têm-se mostrado insuficientes para gerar as mudanças organizacionais necessárias para melhorar a literacia em saúde das organizações (Lloyd et al., 2018); h) apesar de as campanhas mediáticas poderem produzir mudanças positivas ou impedir mudanças negativas nos comportamentos ligados à saúde em grandes populações, a exposição a tais mensagens é geralmente passiva. Isto ocorre porque estas campanhas competem frequentemente com fatores, como o marketing de produtos, normas sociais poderosas e comportamentos conduzidos pelo vício ou pelo hábito (Wakefield, Loken & Hornik, 2014); i) ainda é necessário um melhor entendimento sobre o ideal de campanha mediática, atendendo a que as campanhas mediáticas parecem ser mais eficazes quando intensas, de longa duração e bem direcionadas a um grupo populacional (Fraser, 2019).
Assim, a investigação sobre a comunicação em saúde traz implicações associadas à identificação e ao provimento de estratégias e práticas de comunicação melhores e mais efetivas que melhorarão a saúde geral da sociedade (Stacks & Salween, p. 489).
Sob o título “Comunicar a saúde – fundamentos e práticas para uma melhor saúde” (“Communicating health – fundamentals and practices for a better health”), pretende-se que o dossiê temático acolha artigos que ofereçam uma contribuição significativa para a interpretação teórica ou para o conhecimento empírico e aplicado da comunicação no contexto da saúde, contemplando, sobretudo, os contextos interpessoal, organizacional e mediático. A interdisciplinaridade, a diversidade de paradigmas teóricos, de opções metodológicas e de arenas geopolíticas e abordagens comunicacionais na saúde mais aplicadas são bem-vindas.
Na órbita da relação “melhor comunicação – melhor saúde” nos contextos interpessoal (relação terapêutica), organizacional (organizações literadas) e no mediático, pretende-se:
­• explorar estratégias e práticas de comunicação que promovam a saúde;
­• perceber a relação entre as competências de comunicação e a literacia em saúde;
­• conhecer fundamentos e práticas da comunicação comprometidos com a melhoria da literacia em saúde;
­• perceber os processos de receção das mensagens sobre saúde e os usos destas;
­• propor soluções concretas no contexto da saúde, com efeitos na melhoria da saúde.
Entre os enfoques pretendidos, incluem-se:
• fundamentos da health communication;
• relação interpessoal entre profissional de saúde e paciente;
• competências de comunicação e competências de literacia em saúde;
• práticas de uma organização de saúde literada;
• campanhas mediáticas com objetivos de saúde pública;
• campanhas de promoção da saúde e de prevenção de doenças;
• comunicação governamental para uma sociedade saudável;
agenda-building sobre da saúde.

DATAS IMPORTANTES
Abertura da chamada de artigos: 3 de março de 2020
Data limite para a submissão de artigos: 15 de julho de 2020
Data limite de envio do parecer final: 15 de outubro de 2020
Entrega das versões finais: 1 de novembro de 2020
Data de publicação do número: 15 de dezembro de 2020

Submissão dos artigos:
Os artigos devem ser submetidos, através do Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública, à Comunicação Pública para o seguinte endereço electrónico cpublica@escs.ipl.pt. No assunto do e-mail deve constar: Dossiê temático 04_CS

Aceitam-se artigos em Inglês, Espanhol ou Português. As colaborações propostas à Comunicação Pública devem ser enviadas em Microsoft Word e conter um resumo (máximo de 900 caracteres), 5 palavras-chave na língua em que estão escritos e também em inglês (no caso de o artigo não estar escrito nesta língua) e os dados de identificação do autor (instituição, categoria, elementos de contacto e área de especialização). Os textos completos dos artigos, com anexos e referências, não devem exceder 50.000 caracteres, incluindo espaços, notas, bibliografia, quadros, imagens, etc.; os estudos, notas e recensões individuais não deverão ultrapassar os 10.000 caracteres.

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Call for papers para a Comunicação Pública n.º 28 (junho de 2020)

Dossiê temático: NOTÍCIAS E PÚBLICOS NA ERA DOS NOVOS MEDIA: PERCEÇÕES E DINÂMICAS DE CONSUMO EM REDE
Editores: Patrícia Silveira (IADE – Universidade Europeia, FCH – Universidade Católica) e Inês Amaral (FL – Universidade de Coimbra)
Línguas: Português; Inglês; Espanhol
Data limite para a submissão de artigos: 10 de fevereiro de 2020

As problemáticas inerentes às dinâmicas de produção, distribuição e consumo de informação de teor noticioso têm sido alvo, nos últimos anos, de inúmeros estudos académicos. Salienta-se, porém, a especial relevância, no presente, de haver uma maior produção científica em matérias que se dediquem a compreender e a analisar os novos panoramas mediáticos e informativos que se desenham em contexto digital, e que subsistem com o analógico, com implicações evidentes quer para os habituais modos de funcionamento das empresas mediáticas e jornalísticas, quer para as práticas de acesso à informação, os usos e as perceções do conceito de “notícia”. É neste contexto que sobressai a proposta para este número temático.
No novo ecossistema mediático, os media têm vindo a generalizar o pressuposto de audiências informadas. A este nível, há várias problemáticas que têm sido objeto de análise no campo do newsmaking que argumentam sobre a aparente potencialidade dos novos media ao nível da promoção de um maior debate público, do incentivo a uma participação política mais consciente e que, em simultâneo, questionam a permanência dos media enquanto gestores privilegiados do espaço público informativo.
Estes assuntos trazem implicações evidentes para o quotidiano dos cidadãos e, em particular, para o das gerações mais jovens, uma vez que se encontram em fase de conhecimento, de aprendizagem e de interpretação do mundo, privilegiando, cada vez mais, as plataformas digitais como meio de acesso às notícias. O quotidiano das novas gerações ocupa-se, hoje, destas ferramentas que transformam as suas formas de estar, de ser, de socializar, e de conhecer o mundo mediato e o imediato (Silveira & Amaral, 2018).
É, pois, no contexto das problemáticas apresentadas, que gostaríamos de propor alguns eixos para análise e discussão, centrando a abordagem no aprofundamento científico em torno das dinâmicas de receção mediática e noticiosa, presentes e futuras, lançando um olhar mais saliente sobre o desenvolvimento e a aquisição de competências de gestão, compreensão e pensamento crítico sobre os media e a atualidade informativa. Consideramos que as pesquisas em torno desta problemática se têm evidenciado, nos últimos anos. Nesta linha, neste número temático, ambicionamos contribuir para um conhecimento mais robusto a partir de investigações e textos académicos que privilegiem o entendimento e a análise científica sobre o modo como os cidadãos, e destes, em particular, a Geração Z, estão a consumir informação por via das plataformas digitais. Adicionalmente, importa saber como estas práticas e, em última análise, como a informação de índole tão diversa com a qual contactam frequentemente (aqui, destacaríamos, por exemplo, as fake news), estão a ter implicações para a sua compreensão do mundo, a consciencialização das questões “sérias” das sociedades, e a participação cívica.
O conhecimento adquirido neste número poderá servir de base para o desenvolvimento e a implementação de estratégias que sejam eficazes na promoção de competências de leitura e de autonomia intelectual face às notícias. No campo da literacia mediática, a literacia para as notícias torna-se bastante relevante hoje devido à propagação de notícias falsas, constituindo-se esta questão como um dos maiores desafios do jornalismo, uma vez que a verdade é colocada em causa e a desinformação é instigada; fatores estes que podem ter sérias repercussões para a sociedade em geral, e para os mais jovens, tendencialmente mais suscetíveis, em particular. Gostaríamos, por isso, de potenciar a discussão em torno das dinâmicas de interação dos públicos, particularmente do segmento das novas gerações, com a atualidade, debruçando um olhar mais analítico sobre as suas perceções e interações com a informação e consumos em rede, considerando, em simultâneo, a implicação de fontes de consumo alternativas, como o Instagram ou o WhatsApp. Posicionar estas novas leituras no quadro global dos estudos sobre a emissão e a receção noticiosa impõe-se, pelo que no presente número ambicionamos contribuir para um debate mais alargado que, face ao panorama descrito, dê também espaço para propostas que desenhem e reforcem estratégias que visem que os cidadãos desenvolvam competências que lhes permitam ser mais críticos face à sua própria visão do mundo e, ao mesmo tempo, à perspetiva do mundo que lhes chega por via dos media, com vista a desenvolverem, em simultâneo, os seus valores cívico-políticos.
Tendo por base as problemáticas apresentadas, este número visa contribuir para o conhecimento científico em torno dos consumos mediáticos informativos, particularmente dos que se desenham em rede, destacando-se os seguintes tópicos para abordagem, embora não se limitando a estes:
• Práticas de consumo noticioso e plataformas digitais
• Novas gerações e literacia para as notícias
Media online e tendências futuras no consumo de informação
• A era das fake news e as competências críticas na análise da informação
• Novos media, engagement e participação cívica
• Narrativas ‘alternativas’ e pós-verdade
• Redes sociais, algoritmos e desinformação
• Literacias críticas

DATAS IMPORTANTES
Abertura da chamada de artigos: 28 de outubro de 2020
Data limite para a submissão de artigos: 10 de fevereiro de 2020
Data limite de envio do parecer final: 30 de abril de 2020
Entrega das versões finais: 15 de maio de 2020
Data de publicação do número: 30 de junho de 2020

Submissão dos artigos:
Os artigos devem ser submetidos, através do Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública, à Comunicação Pública para o seguinte endereço electrónico cpublica@escs.ipl.pt. No assunto do e-mail deve constar: Dossiê temático 03_NPENM

Aceitam-se artigos em Inglês, Espanhol ou Português. As colaborações propostas à Comunicação Pública devem ser enviadas em Microsoft Word e conter um resumo (máximo de 900 caracteres), 5 palavras-chave na língua em que estão escritos e também em inglês (no caso de o artigo não estar escrito nesta língua) e os dados de identificação do autor (instituição, categoria, elementos de contacto e área de especialização). Os textos completos dos artigos, com anexos e referências, não devem exceder 50.000 caracteres, incluindo espaços, notas, bibliografia, quadros, imagens, etc.; os estudos, notas e recensões individuais não deverão ultrapassar os 10.000 caracteres.

Para mais informações, consultar as Normas de Publicação e o Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública.

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Call for papers para a Comunicação Pública n.º 27 (dezembro de 2019)

Dossiê temático: A COMUNICAÇÃO OMNICANAL EM TURISMO
Editores: Raquel Barbosa Ribeiro e Filipa Fernandes (Centro de Administração e Políticas Públicas, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa)
Línguas: Português; Inglês; Espanhol
NOVA Data limite para a submissão de artigos: 15 de outubro de 2019

Encontramo-nos na era dos serviços e a comunicação estratégica é determinante para o seu sucesso. Nas últimas décadas, o processo de digitalização da sociedade (Batra & Keller, 2016) influenciou notavelmente a comunicação estratégica.
Apesar da grande ênfase no digital nos meios académicos e profissionais nas mais recentes pesquisas, a interação digital, por si só, é insuficiente para gerar preferência de consumo e a comunicação interpessoal presencial acaba por ser, ainda, um dos grandes fatores de diferenciação entre as marcas (Berman & Thelen, 2018). A comunicação interpessoal é elemento fundamental das trocas relacionais e tem um papel preponderante na redução da incerteza dos consumidores; é ainda importante na construção de um compromisso afetivo, especialmente nos serviços, dada a sua natureza intangível (Walz & Celuch, 2012). O atendimento ao consumidor, em particular, tem sido apontado como uma das características dos serviços que pode decidir a satisfação e o regresso de quem os procura (Alge, Gresham, Heneman, Fox, & McMasters, 2002). Para Kotler et al. (2017), a comunicação multicanal (online ou offline) evoluiu para a comunicação omnicanal (online e offline), para oferecer ao consumidor uma experiência de contacto contínua.
O turismo, setor de atividade em crescimento mundial e nacional, é uma das áreas onde a comunicação omnicanal tem vindo a oferecer mais oportunidades de estudo. As mudanças digitais no turismo trouxeram o crescimento dos influenciadores digitais, do e-wom, dos conteúdos gerados por utilizadores, apoiados em plataformas audiovisuais, redes sociais digitais e comunidades, com efeitos no aumento mundial da procura dos serviços turísticos, concomitantemente com a diminuição da contratação das agências de viagens tradicionais, no que ficou conhecido como processo de “desintermediação” da marcação de serviços (Law, Leung, Leung, & Fong, 2015). Embora muitas previsões tenham sido feitas sobre o desaparecimento da comunicação interpessoal devido ao impacto da Internet, muitos consumidores ainda preferem conversar pessoalmente com um interlocutor especializado sobre os seus planos de viagem e tal acontece porque os benefícios emocionais que o consumidor retira da comunicação interpessoal com o seu agente aumentam o valor percebido da experiência (Terblanche & Taljaard, 2018).
Assim, em turismo, a adoção de realidade virtual nas lojas, a aposta na comunicação online coexiste com a prestação de experiências e atendimento personalizado, com componentes de comunicação verbal e não-verbal, que tem um impacto significativo em termos de retenção, lealdade e resiliência organizacional (Cerdeira, 2015).
Por este motivo, considera-se que a investigação da comunicação omnicanal em turismo pode oferecer potencial de deteção de estratégias e tácticas inovadoras, com benefícios para outras áreas de atividade, com e sem fins lucrativos.

Objetivos e enfoques pretendidos:
• Identificar os agentes, os públicos, os processos e os resultados da comunicação turística – de massas, interpessoal e mediada por computador – em contexto omnicanal;
• Compreender os desenvolvimentos da comunicação turística em contexto omnicanal, com enfoque em: influência digital, atendimento, formação e comunicação relacional;
• Identificar processos de construção de narrativas e discursos turísticos em contexto de comunicação omnicanal;
• Compreender a perceção dos consumidores sobre a comunicação turística omnicanal;
• Estimular o debate sobre a complementaridade da comunicação online e offline, tomando o setor do turismo como referência.

Assim, serão bem acolhidas propostas inscritas nas problemáticas apontadas, fundamentadas numa investigação académico-científica, com destaque para os seguintes tópicos, embora não se limitando a eles em exclusivo:
a) Agentes, públicos, processos e resultados da comunicação turística;
b) Comunicação de massas, interpessoal e mediada por computador em turismo;
c) Comunicação turística em contexto omnicanal;
d) Influência digital, atendimento, formação e comunicação relacional em turismo;
e) Narrativas e discursos turísticos;
f) Complementaridade da comunicação online e offline em turismo.

DATAS IMPORTANTES
Abertura da chamada de artigos: 27 de maio de 2019
Data limite para a submissão de artigos: 15 de outubro de 2019
Data limite de envio do parecer final: 30 de outubro de 2019
Entrega das versões finais: 15 de novembro de 2019
Data de publicação do número: 15 de dezembro de 2019

Submissão dos artigos:
Os artigos devem ser submetidos, através do Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública, à Comunicação Pública para o seguinte endereço electrónico cpublica@escs.ipl.pt. No assunto do e-mail deve constar: Dossiê temático 01_COT

Aceitam-se artigos em Inglês, Espanhol ou Português. As colaborações propostas à Comunicação Pública devem ser enviadas em Microsoft Word e conter um resumo (máximo de 900 caracteres), 5 palavras-chave na língua em que estão escritos e também em inglês (no caso de o artigo não estar escrito nesta língua) e os dados de identificação do autor (instituição, categoria, elementos de contacto e área de especialização). Os textos completos dos artigos, com anexos e referências, não devem exceder 50.000 caracteres, incluindo espaços, notas, bibliografia, quadros, imagens, etc.; os estudos, notas e recensões individuais não deverão ultrapassar os 10.000 caracteres.

Para mais informações, consultar as Normas de Publicação e o Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública.

Os autores individuais ou coletivos dos artigos publicados renunciam aos seus direitos de autor a favor da Comunicação Pública.


Call for papers para a Comunicação Pública n.º 27 (dezembro de 2019)

Dossiê temático: DESINFORMAÇÃO, JORNALISMO E MODELOS DE NEGÓCIO
Editores: Suzana Cavaco (FEP, Universidade do Porto)
Línguas: Português; Inglês; Espanhol
NOVA Data limite para a submissão de artigos: 15 de setembro de 2019

O cidadão, para atuar em democracia, precisa de ter acesso a informação relevante verídica e plural. É no direito fundamental a informar e a ser informado que assenta a responsabilidade social da imprensa, um conceito introduzido em 1947 pela Comissão Hutchins.
O jornalista desempenha um papel socialmente institucionalizado de construção da realidade. Trata-se de um “poder simbólico”: um poder “invisível”, “quase mágico”, “de fazer ver e fazer crer, de confirmar ou de transformar a visão do mundo e, deste modo, a ação sobre o mundo, portanto o mundo” (Bourdieu, 1989). Nos anos 90, Bourdieu (1997) criticava os jornalistas por deterem um monopólio de facto dos instrumentos de difusão da informação a grande escala, contra o qual se defrontavam os produtores culturais. Apesar dos produtos media gerarem “enormes” externalidades (Baker, 2004), o campo jornalístico está submetido às exigências do mercado dos leitores e dos anunciantes. Todavia, a baixa autonomia do campo jornalístico (Bourdieu, 1997) acentuou-se no século XXI.
A internet trouxe oportunidades e ameaças. A redução dos custos de produção, distribuição e pesquisa de conteúdos permitiu que mercados de nichos (modelo de negócio de Cauda Longa) rivalizassem com os tradicionais mercados de massa (Anderson, 2007). O empowerment dos indivíduos impulsionado pela conectividade digital (Kolter et al., 2017) conduziu à “autocomunicação de massas” (Castells, 2009). A hiperabundância informativa baixou o valor de troca do jornalismo. O comportamento do cibernauta, hoje, carateriza-se pela relutância ao consumo pago de informação jornalística online e pelo uso de bloqueadores de publicidade. A atenção é um dos recursos mais escassos da atualidade.
Em simultâneo, os populismos políticos, que prosperam na lógica da ação conetiva, acusam os jornalistas de pertencerem a uma elite inimiga do povo (Engesser et al., 2017). Hoje, ainda antes da potencial e perigosa banalização das deepfake, qualquer indivíduo pode se tornar num poderoso espião ou soldado ao serviço de ideias mais ou menos obscuras. Assistimos a uma “poluição informativa” à escala global tendo em vista gerar confusão e desconfiança (Wardle & Derakhshan, 2016). A desinformação que o meio online favorece e potencia prospera na atual terra fértil da pós-verdade.
Nesta crescente desintermediação do jornalismo, surgem géneros híbridos que navegam entre a forma jornalística e os objetivos de promoção de marketing, numa diluição de fronteiras que atinge a perceção do valor de uso do jornalismo.
Após 125 anos do 1.º Congresso Internacional de Imprensa, realizado em Antuérpia em 1894, em que se discutiu o que é ser jornalista; e atendendo ao papel crucial da formação em jornalismo (Fengler et al., 2014), impõem-se algumas questões importantes: Que competências profissionais explorar/reforçar na formação do jornalista? Como o jornalismo e/ou media jornalísticos têm reagido/deveriam reagir face aos desafios da desinformação? Que tipo de conteúdos privilegiar? Que modelos de negócio? Que políticas de comunicação?
O presente número temático propõe-se debater estas e outras questões. Está aberto a propostas que se enquadrem nos seguintes tópicos, tendo em atenção a sustentabilidade económica do jornalismo e o ideal funcionamento da democracia:
1. Jornalista e suas competências técnicas e deontológicas
a. Formar jornalistas para os desafios tecnológicos
b. Velhas e novas questões deontológicas
c. Fronteiras do jornalismo
2. Postura dos jornalistas e/ou dos media noticiosos
a. Jornalismo em tempo de desinformação e pós-verdade
b. Rotinas jornalísticas e a adequada utilização dos recursos
c. Mecanismos de responsabilização dos media
3. Modelos de negócio em jornalismo
a. Sustentabilidade económica do jornalismo
b. Jornalismo e plataformas digitais de distribuição de conteúdos
c. Problemática dos conteúdos patrocinados
d. Clickbait, publicidade intrusiva e ad blockers
e. Precariedade e condições laborais
4. Políticas de comunicação
a. Regulação e desinformação
b. Políticas de incentivo/apoio ao consumo jornalístico
c. Serviço público e pluralismo mediático

DATAS IMPORTANTES
Abertura da chamada de artigos: 29 de maio de 2019
Data limite para a submissão de artigos: 15 de setembro de 2019
Data limite de envio do parecer final: 30 de outubro de 2019
Entrega das versões finais: 15 de novembro de 2019
Data de publicação do número: 15 de dezembro de 2019

Submissão dos artigos:
Os artigos devem ser submetidos, através do Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública, à Comunicação Pública para o seguinte endereço electrónico cpublica@escs.ipl.pt. No assunto do e-mail deve constar: Dossiê temático 02_DJMN

Aceitam-se artigos em Inglês, Espanhol ou Português. As colaborações propostas à Comunicação Pública devem ser enviadas em Microsoft Word e conter um resumo (máximo de 900 caracteres), 5 palavras-chave na língua em que estão escritos e também em inglês (no caso de o artigo não estar escrito nesta língua) e os dados de identificação do autor (instituição, categoria, elementos de contacto e área de especialização). Os textos completos dos artigos, com anexos e referências, não devem exceder 50.000 caracteres, incluindo espaços, notas, bibliografia, quadros, imagens, etc.; os estudos, notas e recensões individuais não deverão ultrapassar os 10.000 caracteres.

Para mais informações, consultar as Normas de Publicação e o Modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública.

Os autores individuais ou coletivos dos artigos publicados renunciam aos seus direitos de autor a favor da Comunicação Pública.