Um sonho realizado

Publicado: 27 setembro 2019

N’zinga Pires tem construído o seu percurso na área da Comunicação. Atualmente, a escsiana é Engenheira Analista de Fornecedores, na petrolífera Total, em Angola.

No Ensino Secundário, N’zinga Pires já sabia que queria seguir a área da Comunicação. Durante esse período, visitou algumas instituições de Ensino Superior e acabou por escolher a ESCS “como prioridade”, no ato da candidatura. Colocou, assim, o curso de Relações Públicas, em primeiro lugar, e o de Publicidade e Marketing, em segundo. A escsiana confessa que entrar na sua primeira opção foi “um sonho realizado”.

N’zinga Pires é licenciada em Relações Públicas e Comunicação Empresarial.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Contactar com o mundo profissional

N’zinga chegou à ESCS em 1997. Da licenciatura, destaca os “momentos informais” entre estudantes e docentes. “Mesmo as aulas teóricas eram de discussão”, refere. Já nas aulas laboratoriais, teve “mais tempo para conviver” com os colegas, ao mesmo tempo que faziam os trabalhos de grupo. No rescaldo do curso, a escsiana conta que se sentiu “no mundo profissional”, enquanto estudava. Para o efeito, contribuiu, por exemplo, o facto de ter de usar uma indumentária mais formal quando tinha apresentações, tal como é exigido no mercado de trabalho. “Nós achávamos piada, houve algumas resistências, mas foi giro”, recorda.

Do curso, a escsiana destaca os momentos de discussão entre docentes e estudantes.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Estabilidade profissional

O percurso profissional de N’zinga é composto por diversas experiências, nem sempre ligadas à sua área de formação. Mas o objetivo da escsiana sempre foi alcançar a “estabilidade profissional”. Em dezembro de 2001, depois de acabar o curso, começou a trabalhar na Direção de Sistemas de Telemarketing do então banco BCP. Pouco tempo depois, passou para a área comercial e administrativa da Caixa Geral de Depósitos, primeiro, através de um estágio em protocolo com a ESCS, e, depois, a contrato de trabalho. Depois do seu horário laboral, ia aos congressos e seminários da Embaixada de França em Portugal com o irmão, que trabalhava no Instituto Franco-Português. Estas participações valeram-lhe, em 2003, um convite para integrar o instituto, como assistente administrativa e na área de organização de eventos. Em 2005, aceitou o desafio de ir viver para o norte do país, para ser assistente do Consul da África do Sul em Portugal. “O Consul era, também, presidente da Associação Consular do Porto e Consul de São Tomé e Príncipe em Albufeira, portanto, acabava por dar assistência a todos os eventos ligados à diplomacia do Porto”, conta. Com este cargo, conseguiu “pôr em prática” a aprendizagem adquirida nos Laboratórios de Relações Públicas da ESCS. Nas horas vagas, conciliou este cargo com um emprego no Barclays Bank.

N’zinga tem um percurso profissional diversificado.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Em 2008, ao acompanhar o irmão a uma feira de emprego, conheceu os representantes da petrolífera Total. A empresa estava a recrutar para a área da Comunicação e abordou a escsiana. “Eu não queria, mas o meu irmão e o meu marido enviaram o meu currículo”, conta, divertida. Foi contactada, acabou por ir às entrevistas e foi convidada para continuar as reuniões, em Angola. “Como eu já estava a planear ir lá comemorar os meus 30 anos, aproveitei”, explica. Apesar de, inicialmente, não ter pensado em mudar-se para aquele país, acabou por se render a uma proposta “bastante aliciante” da petrolífera, onde começou a trabalhar no início de 2009. Regularmente, quando vem a Portugal, continua a participar em eventos da área diplomática.

Evolução na Total

A escsiana trabalha, desde 2009, na petrolífera Total, em Angola.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

N’zinga começou por entrar para a Divisão de Comunicação da Total. Primeiro, como coordenadora dos eventos culturais da petrolífera e, depois, dos eventos corporativos, tratando da comunicação interna e externa. Após algum tempo, assumiu o cargo de responsável dos estudos de opinião. “Coordenei toda a parte de survey, análise, resultados e aplicação de medidas corretivas”, explica.

Em 2016, e tendo em conta que “a Total aposta na formação dos colaboradores e no desenvolvimento da carreira de cada um”, mudou para a área de Due Dilligence. Passado um ano, foi convidada para fazer parte da equipa de Marketing e Local Content da Direção, onde está, até ao momento, como Engenheira Analista de Fornecedores. “Faço a análise e qualificação dos fornecedores que trabalham connosco, o contacto com a imprensa escrita e com a internet sobre a divulgação de anúncios que colocamos ao dispor de empresas que pretendem prestar serviços, a organização de eventos e apresentação dos mesmos, entre outros”, conta.

Ser mentora

No último ano letivo, N’zinga foi mentora de uma estudante do 1.º ano de RPCE, no âmbito do Programa de Mentoring de RPCE, uma experiência a que quer dar continuidade. A iniciativa promove a aproximação dos estudantes ao mercado de trabalho, através da criação de relações de proximidade com ex-alunos, que com aqueles partilham a sua experiência. A escsiana conta que sente que o projeto “acaba por ser um impulso” para quem ainda está a estudar. “No início, marcava mesmo horas para estar com a mentoranda, para falarmos, para ouvi-la. As questões eram sempre relacionadas com o trabalho e acabei por fazer muitas vezes um resumo da minha vida profissional, para criar algum incentivo”, explica.

A antiga estudante partilha o seu conhecimento, como mentora, no Programa de Mentoring de RPCE.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Capacidade de comunicação

N’zinga afirma que a “abertura para lidar com o público” começou na ESCS, com as apresentações dos trabalhos. Já na área diplomática, sempre teve facilidade em “gerir vários dossiês ao mesmo tempo”, por ter ganho esse “traquejo durante o curso”. A capacidade de comunicação, a postura e a apresentação são mais-valias que também leva da Escola. A escsiana aconselha a licenciatura em RPCE, por acreditar que “é um curso que dá abertura para várias áreas profissionais, no mercado de trabalho”.

N’zinga leva “a ESCS no coração”.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Por fim, desafiámos N’zinga Pires a responder a uma espécie de Questionário de Proust:

Um objeto essencial para o teu dia-a-dia.
A minha garrafa de água.

Uma cidade ou um país.
Portugal e Porto.

Uma música ou uma banda.
Sem Ti, de Paulo Gonzo.

Um filme ou um realizador.
The Equalizer, de Antoine Fuqua.

Um livro ou em escritor.
A Bíblia.

Uma série.
Friends.

Uma referência profissional.
O Consul António Schneider.

Quando for grande, quero ser.
Gostaria de estar ligada às Relações Públicas e de gozar longos dias de descanso, mas, ao mesmo tempo, fazer aquilo de que gosto: Comunicação.


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