Ser sempre mais e melhor

Publicado: 19 março 2018

Perfil RPCE: Vanessa Rolim

Licenciada e mestre em Relações Públicas, Vanessa Rolim acredita que o seu trabalho pode fazer do mundo um lugar melhor.

Tagarela, dinâmica e curiosa em relação a tudo aquilo que a rodeia: assim se descreve Vanessa Rolim, licenciada em Relações Públicas e Comunicação Empresarial e mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas. A escsiana imaginava-se a trabalhar a comunicação na vertente de economia e acabou na de saúde. Hoje, percebe que é onde está que se sente bem e que o seu trabalho pode ajudar as pessoas.

Vanessa trabalha, atualmente, na Guess What.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

A escolha certa

Vanessa chegou à ESCS, em 2009. No Ensino Secundário, não sabia bem a área pela qual queria enveredar. Pensou em Psicologia, “porque toda a gente dizia que tinha competências para falar com as pessoas”, mas acabou por desistir da ideia e escolher Comunicação. Não entrou na sua primeira opção mas, hoje, não se arrepende de ter vindo para a ESCS.

A ex-aluna frequentou a licenciatura e o mestrado na ESCS.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

A ex-aluna defende que a Escola oferece toda a base teórica, mas tem “o plus dos laboratórios”, que “são aquilo que te permite perceber se tu gostas, ou não, daquilo que vais fazer no futuro”. E não só. O “contacto com professores que também estão no mercado de trabalho” faz a diferença no curso, na medida em que “eles puxam por ti, para fazeres um plano de comunicação que seja viável ou que tenha aplicação na vida real”.

Após a licenciatura, a escsiana optou por seguir para o mestrado na mesma vertente. Para além do corpo docente, que tem “outro nível [de ensino], muito mais estratégico”, destaca a oportunidade de poder ter feito um trabalho final sobre um tema do seu interesse, durante o qual pôde ir à empresa, conhecer e entrevistar pessoas da área. Vanessa refere, também, o caso de alguns colegas que optaram por fazer relatórios de estágio e que acabaram a trabalhar nos locais onde estagiaram. “É muito bom, integra-te no mercado de trabalho e dá-te uma perspetiva realista”, reflete.

O primeiro plano de comunicação do E2…

… foi feito pelo grupo de Vanessa. A escsiana esteve envolvida no programa de televisão da Escola, quando este começou a comunicar para os meios online, como o site ou o Facebook. “É importante estares envolvido [nas atividades] para teres, também, a noção de responsabilidade e não só dos estudos”, defende.

Vanessa considera que a adesão às atividades extracurriculares é de valorizar, não só pela experiência, como, também, para conhecer pessoas. “Não tens noção, quando estás na licenciatura, mas os contactos que fazes não te vão deixar ficar desempregada. Porque toda a gente se conhece, toda a gente te vai recomendar e sabe quem tu és”, garante.

Percurso profissional

Foi no decorrer do mestrado que Vanessa iniciou o seu percurso profissional, como clipping, numa empresa do grupo Young Network. A escsiana defende que, para quem frequentou a licenciatura na Escola, o mestrado “só faz sentido quando estás a trabalhar”, uma vez que as atividades se complementam. Neste cargo, analisava os comunicados de imprensa emitidos pelos consultores de comunicação. “Foi importante, porque tu não podes fazer comunicação sem conheceres os meios de comunicação”, esclarece.

Passado um ano, colaborou com a associação Alzheimer Portugal, onde começou “o ‘bichinho’ da comunicação de saúde”. Depois, já na LPM Comunicação, a equipa de recrutamento confirmou o seu perfil para trabalhar nesta área, apesar de Vanessa sempre ter tido interesse na área financeira, tema inclusivamente abordado na sua dissertação de mestrado, um estudo de caso sobre a Cetelem. “Ainda dei essa abordagem, mas queriam mesmo que eu seguisse saúde. Comecei e adorei!”, confessa. Nesta empresa, trabalhou a assessoria de hospitais e farmacêuticas, ajudando profissionais da comunicação social na difusão de diversos tipos de terapêuticas. “No fundo, tu sentes que estás a fazer comunicação para informar as pessoas e não estás simplesmente a comunicar um produto para vender mais cremes ou ampolas”, explica.

Até descobrir “o ‘bichinho’ da saúde”, Vanessa queria trabalhar na área da economia e da banca.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Dois anos depois, sentiu que ainda era muito jovem para se cingir a uma vertente e que “precisava de perceber como é que era fazer comunicação de produto”. Durante um ano, esteve na Ogilvy (hoje, BAR Ogilvy), onde trabalhou marcas como a MTV, a Nickelodeon, a BP Portugal, a Robialac e alguns produtos para o corpo e cabelo. Aqui, percebeu que a área da saúde era, de facto, a que mais a entusiasmava.

Já na Guess What, começou por colaborar do lado do cliente, no gabinete de comunicação da Roche, até surgir a oportunidade de colaborar diretamente na agência. Hoje, trabalha várias farmacêuticas, comunicando, com os públicos gerais, sobre as diversas terapêuticas existentes no mercado.

Telefone: o melhor amigo

Vanessa considera que, para vingar no mercado de trabalho, é essencial gostar daquilo que se faz e saber que se marca a diferença. É, também, importante criar empatia com as pessoas (mesmo que não goste muito delas), dar sempre o seu melhor e estar atenta à atualidade. “Isto não é um trabalho de oito horas, as coisas mudam a uma grande velocidade”, defende. A escsiana, que tem o telemóvel como melhor amigo, acredita que as redes sociais e os influenciadores online têm destaque até na comunicação de saúde. Daí ser necessária uma grande rede de contactos. “Acredito que, quando chegar aos 40 anos, vou ter uma rede fantástica”, conta, divertida.

A escsiana tem dois telemóveis, gadget que considera essencial no seu dia-a-dia.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

“Correr para ser feliz”

Para se “libertar e ter ideias”, a escsiana dedica algum tempo ao desporto. “É muito importante, às vezes, aliar as duas coisas. Não vale a pena estar só sentado numa secretária, a fazer telefonemas e a fazer as coisas acontecer”, defende.

Entre o trabalho e a corrida, o que sobra é para a família, amigos, “alguns blogues que morrem” e algumas aulas que vai tendo. Para já, Vanessa pretende melhorar o seu domínio da língua inglesa, estando a ter aulas para tal. “Para o ano, logo se vê, gostava de melhorar o espanhol”, reflete.

Para além do trabalho, a escsiana gosta de fazer desporto e investir na sua formação.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

A pessoa depois da ESCS

Vanessa defende que a formação escsiana a ajudou a “responder às coisas de forma rápida e a pensar sobre elas”. E a perceber que é bom criar relacionamentos a longo prazo. “Os próprios professores não têm contigo uma relação só de professor/aluno. Ainda hoje, eu vou à ESCS e todos sabem o meu nome”, explica. Olhando para trás, “fazia tudo outra vez”, conclui.

Por fim, desafiámos Vanessa Rolim a responder a uma espécie de Questionário de Proust:

Um objeto essencial para o teu dia-a-dia.
O telemóvel (tem dois).

Uma cidade ou um país.
Roma e Itália.

Uma música ou uma banda.
We are the world, do projeto USA for Africa.

Um filme ou um realizador.
A Vida é Bela, de Roberto Benigni.

Um livro ou um escritor.
Faça Acontecer, de Sheryl Sandberg.

Uma série.
Stranger Things.

Um programa de televisão..
Qualquer programa informativo.

Uma referência na área das Relações Públicas.
A Prof.ª Ana Raposo.

Quando for grande, quero ser…
Quero ajudar o mundo a ser um lugar melhor e nunca parar.