Objetivo cumprido

Publicado: 30 agosto 2019

PERFIL JORN: MÁRIO CAGICA

Mário Cagica é o fundador do Bola na Rede, um órgão de Comunicação Social que nasceu na ESCS, é Community Manager na agência Fuel e comentador desportivo no canal Eleven Sports e na Rádio Observador.

Antes de pensar em ser jornalista, Mário Cagica tinha o sonho de “seguir os passos do Mourinho”: ser treinador de futebol. Mas, durante o Ensino Básico, começou a reconhecer certos hábitos que o aproximavam do Jornalismo. “Gostava de comprar os jornais, de ler, de escrever, e comecei a pensar que, se calhar, era uma boa área para mim”, recorda. Na altura de se candidatar ao Ensino Superior, a ESCS foi a primeira opção. “Sabia que era uma Escola prática e tinha boas referências. Foi um objetivo que eu meti na cabeça e que acabei por cumprir”, conta.

Mário Cagica é licenciado e mestre em Jornalismo.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Ser escsiano

O escsiano destaca a qualidade do corpo docente da Escola.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Mário entrou na ESCS em 2009. Das aulas, destaca a componente teórico-prática e a qualificação do corpo docente. “Aprendi bastante com o Prof. Jorge Trindade, a nível de escrita, com o Prof. Francisco Sena Santos, de rádio, e até as teorias, com a Prof.ª Anabela de Sousa Lopes. Aprende-se muito. E coisas úteis que acabam por te ajudar imenso”, afirma.

O escsiano conciliou o final da licenciatura com um estágio de três meses no jornal Record, mas sentiu que “ainda faltava alguma coisa”. Decidiu, por isso, prosseguir para o mestrado em Jornalismo. Foi a propósito deste curso que realizou outro estágio, desta feita, no Correio da Manhã, na sequência do qual viria a elaborar o Relatório de Estágio. Pouco tempo depois de terminar o estágio, já na reta final do mestrado, foi convidado a integrar a equipa da CMTV. Contudo, a certo ponto, “foi muito complicado gerir” as duas atividades, devido à carga horária que a profissão exigia. Nesta fase, destaca, uma vez mais, a “importância” da Prof.ª Doutora Anabela de Sousa Lopes, que orientou o seu trabalho final e o incentivou a concluir o curso. “A professora ajudou-me imenso e percebeu exatamente as dificuldades que eu sentia. Foi ela que me motivou e não me deixou cair”, afirma.

Criar um órgão de Comunicação Social

O antigo estudante defende que “o que faz a diferença”, na ESCS, é a existência de atividades extracurriculares que complementam a experiência adquirida nas aulas. Mário passou pelo E2, pelo 8.ª Colina e pela AE ESCS, mas foi a ESCS FM que mais o marcou “a todos os níveis”. O jovem foi um dos pioneiros da rádio da Escola e foi lá que começou por apresentar, em 2010, um programa de debate desportivo ao qual deu o nome de Bola na Rede. “Eu sempre fui o rapazinho mais ligado ao desporto, por isso, acabaram por me convidar” para dirigir o formato, conta. Ao seu lado, em estúdio, tinha sempre três colegas que vestiam a camisola de cada um dos três grandes clubes do país. Após algumas emissões, Mário começou a convidar profissionais da área do desporto para se juntarem à conversa. O então jogador de futsal do Sporting João Benedito foi o primeiro a aceitar o convite. Seguiram-se nomes como Madjer, Fernando Santos, Bruno de Carvalho e Jorge Andrade. “Para nós, era um motivo de orgulho e começámos a ganhar, também, muita ‘estaleca’”, conta.

A equipa do Bola na Rede com João Benedito (ao centro), o primeiro convidado do programa, nos estúdios da ESCS FM.
Fotografia gentilmente cedida por Mário Cagica.

Em 2013, em parceria com os escsianos João Pimpão Martins e Daniel Cachola, o jovem decidiu investir no site do Bola na Rede. A equipa começou por criar as editorias e falou com “imensa gente da ESCS” para fazer a produção dos conteúdos. Mais tarde, abriram o espetro a estudantes de outras instituições. Em 2017, o Bola na Rede foi registado, na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), como órgão de comunicação social. A partir daí, o projeto começou a enviar os colaboradores para conferências de imprensa. Mário gosta de encarar o Bola na Rede como “uma escola de formação” para jovens que estão a dar os primeiros passos no mercado de trabalho. Para o jornalista, é “um gosto” que o projeto seja uma rampa de lançamento para o futuro de quem por lá passa.

Caminho profissional

Mário teve a sua primeira experiência em jornalismo televisivo na CMTV.
Fotografia gentilmente cedida por Mário Cagica.

Em 2012, enquanto terminava a licenciatura, Mário começou o seu percurso profissional com um estágio no jornal Record. “Para mim, era quase um sonho. Quando era mais jovem, comprava sempre o Record e A Bola”, admite. Depois disso, fez uma pausa, para se dedicar ao Bola na Rede e aos estudos. Em 2014, no segundo ano do mestrado, realizou outro estágio, como jornalista, no Correio da Manhã. Apesar de não ficar logo na empresa, foi contactado, pouco tempo depois, para integrar a equipa da CMTV. O escsiano confessa que, inicialmente, hesitou, porque, na altura, “abominava qualquer experiência” ao nível da televisão. Mas decidiu aceitar o desafio. “O Correio da Manhã foi o órgão que me abriu as portas para o Jornalismo e que me tirou o medo”, afirma. Ao fim de um ano, recebeu um convite d’A Bola TV, onde permaneceu durante dois anos.

O escsiano a fazer comentário desportivo na Eleven Sports.
Fotografia gentilmente cedida por Mário Cagica.

Em 2018, Mário recebeu uma proposta de trabalho da agência Fuel, para o cargo de Community Manager, devido ao trabalho que tem vindo a desenvolver na gestão do site e das redes sociais do Bola na Rede. O escsiano acredita que “uma pessoa deve de ter sempre duas opções de carreira”, daí ter arriscado nesta experiência. Na Fuel, trabalha com diversos clientes, sendo que um deles é ligado ao desporto.

O antigo estudante faz, ainda, comentário desportivo no canal Eleven Sports, na Rádio Observador e também já o fez para o canal Sport TV.

Viver a ESCS

O escsiano considera que deve “tudo à ESCS”, a nível pessoal e profissional. “Eu não era muito comunicativo [e] já consigo comunicar mais facilmente com as pessoas. Acima de tudo, ajudou-me muito a desenrascar em situações de maior aperto”, conta. Para tal, contribuiu o facto de o antigo estudante ter aproveitado não só as aulas como, também, as atividades extracurriculares. “Vivi muito a Escola”, garante. A instituição dá, ainda, liberdade aos estudantes para desenvolverem os seus projetos “sem bloqueios”. Desta forma, o escsiano conclui que, apesar da restante oferta formativa, “a qualidade é aqui. E isso vê-se nos casos de sucesso”.

O antigo estudante refere que a qualidade da ESCS se vê pelos “casos de sucesso” formados pela Escola.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Por fim, desafiámos Mário Cagica a responder a uma espécie de Questionário de Proust:

Um objeto essencial para o teu dia-a-dia.
Telemóvel.

Uma cidade ou um país.
Londres.

Uma música ou uma banda.
Pearl Jam.

Um filme ou um realizador.
Os Suspeitos do Costume, de Bryan Singer.

Um livro ou em escritor.
Eça de Queiroz e Lars Kepler.

Uma série.
Game of Thrones e Friends.

Papel ou digital.
Papel.

Uma referência profissional.
Carlos Daniel, no meio do Jornalismo, e José Mourinho, na área do Desporto.

Quando for grande, quero ser.
Quero que todos os projetos por onde passei cresçam ainda mais.


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