O futuro do storytelling

Publicado: 26 outubro 2018

A conferência “Storytelling: O Futuro” marcou o arranque da terceira edição da Pós-Graduação em Storytelling.

Na passada terça-feira, dia 23 de outubro, o Auditório Vítor Macieira foi palco da conferência “Storytelling: O Futuro – Tendências no contexto audiovisual”. O evento assinalou o arranque da terceira edição da pós-graduação em Storytelling, um curso que resulta de uma parceria entre a ESCS e a produtora SP Televisão.

A conferência “Storytelling: O Futuro – Tendências no contexto audiovisual” marcou o arranque da terceira edição da Pós-Graduação em Storytelling.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

A telenovela e o futuro da ficção

Pedro Lopes, docente da ESCS e Diretor-Geral de Conteúdos da SP Televisão, moderou o debate que procurou refletir sobre os desafios da indústria do audiovisual, sobretudo ao nível da ficção.
Daniel Oliveira, Diretor-Geral de Entretenimento da Impresa e Diretor de Programas da SIC, acredita que, hoje em dia, “estamos a fazer ficção de grande qualidade”. Por sua vez, Adriano Luz, Diretor Artístico da SP Televisão, sublinhou a importância de uma “boa ideia”. “O Santo Graal da ficção é a ideia”, afirmou o ator. No que diz respeito ao formato telenovela, o autor e apresentador do programa “Alta Definição” defendeu que “precisamos de contar histórias que toquem nichos de mercado, já que as telenovelas têm um espetro mais alargado”. Contudo, Adriano Luz não quis deixar passar em branco a ideia de que, em Portugal, “há um desmerecimento da telenovela que não se percebe”. Já Catarina Duff Burnay, coordenadora da equipa portuguesa para o Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva (OBITEL), referiu que o formato está, hoje, “sofisticado”, resultado de uma “especialização da produção”. É fundamental “encarar a telenovela como um produto histórico, porque retrata a realidade do quotidiano e do país”, acrescentou a investigadora. Quanto ao futuro, Daniel Oliveira considera que o storytelling tem de se adaptar ao meio. “Temos de nos adaptar às novas formas de consumo e aos novos modos de visualização”. Susana Gato, Presidente Executiva da Associação Portuguesa de Produtores Independentes (APIT), acredita que a coprodução é a chave da indústria de produção de ficção nacional. “É necessário coproduzir [com outros países] e procurar novas formas de financiamento”. Por fim, Catarina Duff Burnay concluiu que a resposta à pergunta o que procura o telespetador contemporâneo? é “boas histórias bem contadas, ou seja, storytelling”.

Veja aqui as fotografias da conferência: