Pancadas do Infinito

Publicado: 10 dezembro 2019

Formado em 2019, o novo núcleo de teatro da ESCS prepara-se para estrear a sua primeira peça.

Pancadas do Infinito é o nome do novo grupo de teatro da ESCS, fundado pelas estudantes Inês Tojinha (Publicidade e Marketing) e Laura Jesus (Relações Públicas e Comunicação Empresarial). O projeto apresentou-se à comunidade escsiana em março de 2019 e prepara-se, agora, para estrear a sua primeira peça. “Ilha dos Amores” sobe ao palco, hoje, dia 10 de dezembro, às 21h, no Auditório Vítor Macieira.

O grupo de teatro da ESCS, Pancadas do Infinito, prepara-se para estrear a primeira peça.
Fotografia gentilmente cedida pelo grupo de teatro Pancadas do Infinito.

O caminho até aos palcos

Inês e Laura faziam teatro no Ensino Secundário e, quando chegaram à ESCS, sentiram falta de uma atividade extracurricular ligada à representação. “Sendo uma Escola de Comunicação, achámos que faria todo o sentido”, explica Inês. Cerca de um mês e meio depois de apresentarem a ideia à Associação de Estudantes e à Direção da ESCS, a proposta formalizou-se.

O nome Pancadas do Infinito surge a partir da junção de dois conceitos: o clássico das três pancadas de Molière e as Escadas do Infinito da ESCS. Quando pensaram na comunicação do núcleo, a dupla criou a personagem Willy ESCSpeare, baseada em William Shakespeare. Um boneco de peluche alusivo ao dramaturgo tornou-se, assim, na mascote do grupo de teatro, acompanhando-o desde a semana de matrículas deste ano letivo. “Toda a gente adora o Willy”, garante Laura.

Laura Jesus e Inês Tojinha com a mascote Willy.
Fotografia gentilmente cedida pelo grupo de teatro Pancadas do Infinito.

A primeira vaga de recrutamento decorreu em abril e contou com cerca de 50 inscrições. “Ficámos super espantadas, [pois] não estávamos nada à espera”, confessa Inês. O final do ano letivo 2018/2019 levou os escsianos que terminaram o curso a sair da equipa, mas outros entraram em 2019/2020. Atualmente, contam com cerca de 20 membros, sendo que qualquer aluno ou ex-aluno da Escola poderá inscrever-se. O grupo ensaia, habitualmente, às segundas e quartas-feiras, das 17h às 20h, no Auditório Vítor Macieira, e pretende apresentar uma peça por semestre.

“Ilha dos Amores”

O primeiro trabalho do grupo de teatro da ESCS, “Ilha dos Amores”, é exibido esta terça-feira. Os atores sobem ao palco para contar a história Luís de Camões, um poeta imortal que, aos 496 anos, sofre uma crise de identidade e abre um bar noturno.

Inês Tojinha é a encenadora desta peça e Laura Jesus uma das atrizes. “Há muito boa gente ali. Pessoal que é muito bom, não só a nível de teatro, como na presença em palco”, garante Laura. “Acho que, da nossa parte, vai correr super bem, porque todos se têm divertido e gostado da experiência”, completa. No que diz respeito à afluência do público, Inês diz que o grupo não tem qualquer expetativa, mas considera que, “por ser novidade e um núcleo novo, as pessoas vão ter um bocadinho mais de curiosidade”. O objetivo das estudantes é vender, no mínimo, 50 bilhetes, mas confessam que gostavam de ter o auditório cheio.

Save the date: 10 de dezembro, terça-feira, às 21h, no Auditório Vítor Macieira. Os bilhetes estão à venda, à entrada da Escola, pelo valor de 2€.

Sinopse “Ilha dos Amores”:
Camões conquistou a imortalidade através da poesia, mas e se o poeta fosse literalmente imortal?
Esta a história de um dos mais célebres autores nacionais. Vivo, sozinho e rico, Camões sofre uma crise de identidade aos 496 anos, afinal, meio milénio já começa a pesar.
Após mais uma desilusão amorosa, decide mudar radicalmente o seu estilo de vida, tornado-se o dono de um pequeno bar à beira da falência. A Ilha dos Amores, como se passa a chamar o clube noturno, servirá de cenário a várias reflexões e encontros interessantes. Com o olho que lhe resta, o poeta irá observar os estranhos hábitos do século XXI.

FOTOGRAFIAS: gentilmente cedidas pelo grupo de teatro Pancadas do Infinito.