Da Magazine ao Digital

Publicado: 24/04/2015

A ESCS Magazine comemorou, no passado dia 14 de abril, o seu terceiro aniversário. Para assinalar a ocasião, organizou o evento “Da Magazine ao Digital”.

Para celebrar os três anos de ESCS Magazine, a equipa deste núcleo extracurricular preparou um evento a pensar nos alunos, com palestras e workshops dedicados ao jornalismo e, mais concretamente, à relação entre a imprensa e o digital.

Iniciativas que "mostram a vida da Escola"

O Prof. Doutor Jorge Veríssimo iniciou a sessão de abertura, dando os parabéns à ESCS Magazine e salientando a importância deste tipo de iniciativas que, para além de mostrarem a vida da Escola, complementam a formação dos alunos. O Presidente da ESCS mostrou-se também satisfeito ao constatar que os convidados eram docentes ou ex-alunos da instituição. “Estão a marcar posição no mercado e são reconhecidos”, referiu, enaltecendo o excelente trabalho da Escola, ao longo dos anos.

O fundador da ESCS Magazine, Gonçalo Amorim, subiu também ao palco para falar sobre o percurso da revista. Para Gonçalo, a Escola “tem tudo para ter tudo”. Há três anos, deu início à primeira iniciativa criada “por alunos e para alunos” e cujo objetivo era dar a conhecer a cidade de Lisboa, ao contrário dos projetos anteriores que estavam mais direcionados para o ambiente escolar.

Sílvia Carapeto, atual diretora geral da ESCS Magazine, fechou a sessão, referindo que “se não houvessem loucos como nós para agarrar nestes projetos, a ESCS não estaria tão bem no mercado de trabalho” e agradeceu o apoio da equipa que colabora diariamente no núcleo.

O dia foi dividido entre as palestras, que ocorreram de manhã, no Auditório Vítor Macieira, e os workshops, à tarde, distribuídos por diversas salas de aula.


[Fotografia] Da esq. para a dir.: Jorge Veríssimo, Gonçalo Amorim e Sílvia Carapeto.

Palestras

O orador da primeira palestra foi Ricardo Rodrigues, professor na ESCS, que, com a aluna Rute Cotrim como moderadora, debateu a importância da entidade gráfica. Para o docente, as revistas estão ainda muito presas aos formatos impressos, não fossem as primeiras edições digitais réplicas dos formatos em papel. “O design gráfico, a identidade e o branding são o conjunto de cores, a grelha, como é enquadrada a fotografia, o ângulo e o tom do texto”, referiu Ricardo Rodrigues, que destaca publicações como o The Guardian e o New York Times como referências, pois “não têm medo de arriscar”.

A segunda palestra do dia pretendeu definir as barreiras entre o jornalismo e o fotojornalismo e contou com a fotógrafa Sara Matos como oradora e a aluna Inês Monteiro como moderadora. Para a ex-aluna, não faz sentido separar o jornalismo do fotojornalismo, pois o fotógrafo também conta histórias com as imagens e as interpretações que fazemos das fotografias podem ter mais relevância do que o texto que as acompanha. Sara destacou, ainda, que “uma boa fotografia é aquela que transmite alguma coisa” e que o fotojornalismo deveria sempre contar o real e não deveria ser simulado como, por vezes, acontece: “é preciso ter valores para se trabalhar nesta área […] Mostramos realidades e temos de fazê-lo  com responsabilidade”.

No coffee break, Inês Lucas entreteve todos os que se juntaram no foyer do piso -1 para ouvir a sua música. A aluna cantou covers e temas originais, acompanhada da sua guitarra e da mascote da ESCS Magazine, que dançou ao som da sua música.
 


De volta ao Auditório, Rúben Tiago moderou a terceira conversa, que teve como tema a gestão de redes sociais. Para João Pico, senior editor do canal Sport TV, “as horas que gastamos em internet ultrapassaram as audiências televisivas”. Este facto faz com que o vídeo online tenha vindo a sofrer alterações constantes nos últimos tempos. Para João Pico, o paradigma está a mudar, sendo que a tendência é investir cada vez mais em publicidade nas redes sociais. “Ninguém olha para um outdoor porque está tudo a olhar para o telemóvel”, frisou.

Seguiu-se António Granado, que se juntou ao aluno José Morais para discutir se o jornalismo digital é o futuro. Para o jornalista, a principal diferença do jornalismo digital em relação ao impresso é que aumentou “exponencialmente a quantidade de pessoas a poder produzir conteúdos”. Por outro lado, o trabalho está muito mais exposto, competindo com um mercado global, o que faz com que os jornalistas devessem querer publicar textos de maior qualidade, o que nem sempre acontece. António Granado criticou também o facto de as redações tradicionais terem cada vez menos meios. Muitas delas “vivem de copiar os conteúdos dos outros”, frisou, acrescentando que um órgão de comunicação social tem de ter relevância e investigações próprias, o que faz com que seja necessário haver pessoas suficientes a trabalhar.

A sessão de palestras terminou com o aluno Hélio Freixo a moderar a conversa sobre escrita criativa/expressiva com o comediante Diogo Faro como orador. O ex-aluno da ESCS, licenciado em Publicidade e Marketing, trabalhou na sua área de formação no estrangeiro e em Portugal, antes de se dedicar inteiramente à comédia. Para Diogo Faro, também conhecido por ser o rosto da página Sensivelmente Idiota, “não é fácil” enfrentar uma folha em branco, sendo que, muitas vezes, as obrigações e os prazos estipulados acabam por gerar bloqueios criativos e “cada um tem a sua própria maneira de lidar com isso”, não havendo “uma regra para ser criativo”.

Veja ou reveja a transmissão streaming, das palestras, realizada pelo nAV:

Workshops

A tarde foi dedicada aos workshops, conduzidos por profissionais das áreas de Design Gráfico, Escrita Criativa, Jornalismo, Fotojornalismo e Redes Sociais. Mediante a inscrição prévia, os alunos puderam contactar de perto com os convidados e conhecer os testemunhos e experiências de quem trabalha na área.


[Fotografia] Marcos Melo, Rita Bernardo, Fábio Vieira Fernandes, Maria Teresa Oliveira, Martim Guimarães Silva e Patrícia Cardoso conduziram os workshops.

Parabéns, ESCS Magazine

O evento “Da Magazine ao Digital” terminou com a abertura do bolo de aniversário. Após três anos, e depois dos “trambolhões” iniciais de quem dá os primeiros passos, a ESCS Magazine é hoje uma publicação digital com relevância para a comunidade escsiana e que recebe, de braços abertos, os alunos que com ela querem crescer e aprender, não fosse o seu lema Somos Aquilo Que Procuras.