Dar voz à saúde mental

Publicado: 16 abril 2019

Oito estudantes de Relações Públicas e Comunicação Empresarial estão a fazer a gestão da comunicação da Associação SOS Voz Amiga, no âmbito de um protocolo celebrado entre a ESCS e aquela organização.

A ESCS assinou um protocolo de cooperação com a SOS Voz Amiga.

Foi assinado um protocolo de cooperação entre a ESCS e a SOS Voz Amiga – uma linha de apoio emocional para pessoas em situações de solidão, ansiedade, depressão ou risco de suicídio –, com vista à gestão da comunicação daquela organização. A iniciativa que começou por estar inserida na unidade curricular de Comunicação no Interesse Público, do 3.º ano do curso de licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial (RPCE), está, agora, a ser implementada no âmbito do PRLAB, o núcleo de Relações Públicas da Escola.

Maria Carreira, Marta Santos, Daniela Sousa, Catarina Afonso, Mafalda Martins, Catarina Vilar e Maria Gonçalves estão a implementar o trabalho que iniciaram na unidade curricular de Comunicação no Interesse Público.
Fotografia gentilmente cedida pela Prof.ª Doutora Ana Raposo

Da teoria à prática

Três dos projetos estiveram em exposição no colóquio “Investigação e Comunicação em Saúde”.
Fotografias gentilmente cedidas pela Prof.ª Doutora Ana Raposo

Em aula, os estudantes, divididos em grupos e orientados pela Prof. Doutora Mafalda Eiró-Gomes, apresentaram diversas propostas de campanhas de Relações Públicas, que tinham como objetivo promover a Associação SOS Voz Amiga e a saúde mental. Após a avaliação dos trabalhos, foram convidados para serem voluntários do “Núcleo de Comunicação Institucional da SOS Voz Amiga”, de forma a desenvolverem, no PRLAB, o trabalho iniciado na unidade curricular. “Dar voz à saúde mental” é o nome da campanha que está, de momento, a ser posta em prática e que integra ações dos vários projetos apresentados. Três destes projetos estiveram em exposição, em forma de posters, no colóquio “Investigação e Comunicação em Saúde”.

Catarina Afonso, Catarina Vilar, Daniela Sousa, Joana Gerardo, Mafalda Martins, Maria Carreira, Maria Gonçalves e Marta Santos aceitaram o desafio e já começaram a trabalhar. Pretende-se que, entretanto, outros estudantes venham a fazer parte do grupo, de forma a ser possível dar continuidade ao processo, a longo prazo. Joana Gerardo é a primeira aluna do 2.º ano da licenciatura a integrar a equipa.

Em representação do grupo, Mafalda Martins conta que, para já, foi definida uma ordem de trabalhos com maior enfoque no digital. “Vamos apostar no Facebook, que é uma rede que já estava desenvolvida, e tentar criar uma linha de comunicação entre esse suporte, a newsletter e o site, que são ferramentas que já existem”, explica. Uma das ações criadas e implementadas pelas estudantes foi a campanha “Junte a sua voz à nossa”, que apela à consignação de 0,5% do IRS dos contribuintes à SOS Voz Amiga. Nesta primeira fase, as escsianas estão, também, a “fazer os primeiros contactos” com possíveis parceiros, para tentarem, mais tarde, “desenvolver alguns projetos”.

Mensalmente, são feitas reuniões de trabalho com os representantes da associação, para definir os próximos passos.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Contacto com o mercado de trabalho

A Prof.ª Doutora Ana Raposo, coordenadora da licenciatura em RPCE, explica que este tipo de parcerias é “uma prática que temos há muitos anos no curso e é, se dúvida, uma mais-valia”. A docente destaca a vantagem de os estudantes contactarem com o mercado de trabalho e sublinha que o intuito do PRLAB foi “complementar essa presença dos clientes e dar a oportunidade de passar do plano à própria implementação”.

Francisco Paulino, Presidente da SOS Voz Amiga, e Ana Raposo, coordenadora do curso de licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, participam nas reuniões de trabalho, em conjunto com as estudantes.
Fotografia: Gabcom (Serviço de Comunicação da ESCS)

Por seu lado, Francisco Paulino, Presidente da SOS Voz Amiga, revela que “as expetativas são enormes”, dado o “entusiasmo [das estudantes] que estão a fazer este trabalho”. Apesar de o sucesso do projeto depender, também, da resposta dos potenciais parceiros, o Presidente da SOS Voz Amiga está “convencido de que vai correr bem”.