Hotel Miragem, Estoril. 22 horas. Reunida no seu “quartel-generalâ€, a equipa do E2 faz a distribuição do trabalho, enquanto alguns elementos continuam atentos ao que se vai desenrolando nos monitores dos computadores. O European Film Festival começou no dia 8 de Novembro, mas no dia 6 a equipa do E2 estava já no local para garantir a cobertura audiovisual do evento. Treze pessoas divididas por três equipas desdobram-se em múltiplas tarefas: uma é responsável pelos conteúdos escritos do site do festival e outra pelos conteúdos audiovisuais, para a web tv; outra tem um plano de trabalho próprio exigido pela Euronews. Só durante o primeiro fim-de-semana, o ponto alto do festival, a equipa produziu 12 peças para o site e quatro para a Euronews. A presença de personalidades como Pedro Almodóvar ou o antigo primeiro-ministro francês Dominique Villepin permitiram à equipa “trabalhar com profissionais e como profissionaisâ€, refere Ricardo Flores, docente da ESCS e coordenador do grupo com Élia Rodrigues. “Perto dos jornalistas, nas conferências de imprensa, são mais uns entre tantosâ€, acrescenta.
As regras do jogo
Para Ricardo Flores, “a escolha da equipa foi muito complicadaâ€, devido ao interesse demonstrado por um grande número de alunos. Depois de seleccionada, teve de “aceitar as regras do jogoâ€. E as regras são simples: muito trabalho e pouco descanso em dias que podem durar bem mais do que 24 horas. “Podem ter de trabalhar desde as 10h até à s 7h do dia seguinteâ€, afirma Flores, acrescentando que “eles aceitaram as regras porque quando forem lá para fora também encontram istoâ€. Na sala do Miragem, o cansaço quase passa despercebido. O ambiente é descontraÃdo. Joana Dias, do 3º ano de Jornalismo, explica que escreve artigos para o site e, por vezes, sai em reportagem. Diz estar a gostar, especialmente dos perÃodos em que “há mais que fazerâ€. Joana acredita que esta experiência permitir-lhe-á “ultrapassar dificuldadesâ€. Para Pedro Figueira, do 4º ano de Audiovisual e Multimédia (AM), fazer captação de imagem para peças que serão transmitidas na Euronews “é uma enorme responsabilidade, já que serão vistas a nÃvel internacionalâ€. Pedro considera que a cobertura do festival lhe permite “consolidar o que se aprende nas aulas. É um abrir os olhos ao que se faz na vida realâ€, diz.
Ser capaz de fazer
Ricardo Flores explica que a equipa é constituÃda por pessoas de confiança: “sei do que são capazesâ€. VÃtor Martinho faz parte do grupo e é o editor de imagem das peças para a Euronews. Já concluiu o curso de AM e foi responsável pela edição do E2, enquanto esteve na Escola, o que lhe “abriu algumas portasâ€. A oportunidade de trabalhar no festival, “mesmo que seja só uma semana, é um pretexto para trabalhar na área e com pessoas com quem constitui equipaâ€. Também Joana e Pedro salientam a importância de participar no E2. “Todos deviam passar por láâ€, diz Joana. “Temos contacto com a realidadeâ€. Pedro tem a mesma opinião, referindo que o programa permite “limar arestas que ainda não foram limadas nas aulasâ€, reforçando a ideia de que a participação “devia ser praticamente obrigatóriaâ€. Ricardo Flores demonstra satisfação pelo papel que a equipa do E2 desempenha no festival e admite que “é um certificado de qualidade para o E2â€. Mas acrescenta que também o é para a ESCS, já que “são os alunos da Escola que fazem o programaâ€.
|